Avaliação em saúde: novo espaço da Umane reúne métodos, evidências e aprendizados

Decisões em saúde pública impactam a vida de milhões de pessoas todos os dias. Da organização de uma unidade básica ao desenho de uma política nacional, tudo envolve escolhas. O monitoramento e avaliação em saúde deve apoiar essas escolhas, verificando se os resultados esperados estão sendo alcançados, para quem e em que contextos.

Com esse objetivo, a Umane lançou um espaço dedicado a sua metodologia de Monitoramento e Avaliação dentro do Observatório da Saúde Pública. A nova página reúne a experiência da organização no monitoramento e avaliação de projetos em saúde e compartilha conteúdos que ajudam a fortalecer a cultura de avaliação, ajudam a entender, na prática, como a avaliação pode apoiar a gestão e o planejamento de políticas públicas.

Ao navegar, o visitante encontra um relato de experiência que mostra como o monitoramento e a avaliação orientam decisões e aprimoram estratégias. A página também reúne vídeos com especialistas que compartilham seu ponto de vista sobre a importância de estruturar processos de avaliação e depoimentos de parceiros que comentam como esse trabalho fortalece seus projetos.

Para quem deseja se aprofundar, há acesso a materiais de avaliações apoiadas pela Umane, como textos para discussão e sumários executivos, organizados por tipo de estudo ou por projeto.

Esse conjunto de conteúdos pode inspirar gestores, pesquisadores, profissionais de saúde, organizações da sociedade civil e qualquer pessoa interessada em pesquisa em saúde, monitoramento em saúde e uso de dados de saúde na tomada de decisão.Como resume Sérgio Firpo, professor de economia do Insper, o papel da avaliação é garantir que as políticas públicas sejam aprimoradas com base em evidências e não apenas em percepções.

 “Não é só fazer avaliação, mas garantir que esses achados sejam de fato convertidos em melhorias de política pública.”
Sérgio Firpo, pesquisador do Insper

O monitoramento também tem papel essencial na identificação de desigualdades. O professor Fernando Wehrmeister, da Universidade Federal de Pelotas, destaca que dados analisados de forma crítica ajudam a revelar lacunas que muitas vezes passam despercebidas.

 “A gente quer saber, por exemplo, quem que não está recebendo o serviço.”
Fernando Wehrmeister, pesquisador da UFPEL

Esse tipo de pergunta é fundamental para que políticas e projetos consigam alcançar grupos que historicamente ficam à margem do cuidado.

A experiência da Umane com monitoramento e avaliação está ligada principalmente a projetos que buscam melhorar a saúde pública de forma concreta, como o fortalecimento da Atenção Primária, o cuidado de doenças crônicas e a atenção à saúde de mulheres, crianças e adolescentes. 

Esses projetos são acompanhados ao longo do tempo por meio de indicadores, metas e análises periódicas. A avaliação não acontece apenas no final, mas durante todo o percurso, ajudando a corrigir rotas e qualificar as ações.

Outro ponto importante é a devolução do conhecimento para quem está na ponta. Muitos dados utilizados nas avaliações vêm de profissionais que atuam nas unidades básicas de saúde e em outros serviços. Nem sempre esses trabalhadores conseguem acessar depois os resultados consolidados do que ajudaram a produzir. Ao organizar e disponibilizar esses materiais de forma aberta, a nova página contribui para que as evidências retornem com mais amplitude aos territórios e apoiem o planejamento local e a prática profissional.

Ao reunir métodos, aprendizados e resultados de forma acessível, o espaço de avaliação em saúde do Observatório fortalece a cultura de uso de evidências na gestão pública. Produzir dados é fundamental, mas é preciso que eles dialoguem entre si e orientem decisões concretas. Quando o conhecimento circula, as decisões tendem a ser mais informadas e as políticas públicas têm mais condições de alcançar quem mais precisa.